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VOCÊ SABE A ORIGEM DAS IMAGENS E QUADROS DE YEMANJÁ (BRANCA) ?

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DALLA PAES LEME E O FAMOSO QUADRO DE YEMANJÁ   Diamantino Fernandes Trindade     De acordo com o escritor José Beniste esta imagem de Yemanjá usada pela Umbanda, da mulher pairando sobre as ondas, foi criada na década de 50 como uma forma da Dra. Dalla Paes Leme ser homenageada pelo marido. Ela era magra e tinha traços indígenas, por isso o quadro que foi pintado a óleo, era de uma mulher morena de cabelos longos e negros. Este quadro percorria casas e terreiros, dentre os quais o de Benjamin Figueiredo, da Tenda do Caboclo Mirim e a casa de Alziro Zarur que na época era ligado ao espiritismo. Este mesmo quadro foi que deu inicio às giras de fim de ano promovidas pela Umbanda nas praias cariocas e cultuada no dia 02 de Fevereiro pelo Candomblé. Outra versão diz que a Dra. Dalla Paes Leme teve a visão de Yemanjá e que um artista teria feito a pintura. Tudo isto teria acontecido em 1955 e, a partir desse quadro surgiram inúmeras imagens de Yemanjá presentes no imaginário do...

CACILDA DE ASSIS "UMA VIDA DEDICADA AO SEU 7 ENCRUZILHADAS REI DA LIRA"

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  "É trabalhando que se vence a guerra, é trabalhando que se conga, então vamos trabalhar sempre no caminho do bem!!"   Primeiramente gostaria de agradecer ao Senhor Adão Lamenza, que me auxiliou na pesquisa sobre a vida de Dona Cacilda e se propôs a responder algumas perguntas que lhe foram enviadas. O Sr. Adão Lamenza cambonou Dona Cacilda por 30 anos e presenciou grande parte das curas e milagres que Seu Sete da Lira realizou. Agradeço também ao Grupo de Estudos da Tenda de Umbanda Filhos da Vovó Rita por me oportunizar a pesquisa e o conhecimento da vida dessa mulher fantástica que foi Dona Cacilda de Assis.     Cacilda de Assis foi uma figura importantíssima e polêmica na historia da religião na década de 70 e 80. Nascida em 15 de março 1917, na Cidade Fluminense de Valença, filha de fazendeiros, até os cinco anos de idade era uma menina comum, quando então começou a pedir para sua mãe que lhe desse um cachimbo. Achando aquilo ridículo, sua mãe lhe p...

Por que Racismo Religioso e não apenas Intolerância Religiosa?

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  Povos de terreiro resistem ao racismo religioso ao longo de séculos no Brasil e enfrentam grandes desafios Diogo Fernandes e Jamile Araújo Desde um suposto inofensivo 'chuta que é macumba', olhares tortos por usar branco e guias no pescoço, até ações mais violentas como apedrejamentos: o Racismo Religioso é uma realidade no Brasil. Vimos, no último semestre na Bahia, alguns casos denunciados. Como o ocorrido em Alagoinhas no final de maio, no Ilê Axé Oyá L’adê Inan, onde um grupo de religiosos evangélicos foi para a porta gritando e batendo com bíblias no portão dizendo que “Satanás iria sair”. Ou ainda os 100 quilos de sal jogados na Pedra de Xangô em Cajazeiras, local tombado pela prefeitura como monumento natural, que faz parte da área também tombada do antigo Quilombo do Tatu.   Por que Racismo Religioso e não apenas Intolerância Religiosa? “Ao falar de intolerância religiosa a gente acaba tratando dos sintomas e não da doença. A gente acaba lidando com as ...

A Influência da umbanda na MPB

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    A Umbanda é uma religião de matriz africana onde os negros escravizados louvavam os orixás, mas como se tratavam da sua fé, eles eram obrigados a adorarem os santos das igrejas católica, o que ocasionou um sincretismo religioso e isso influenciou na MPB.   Por ser uma religião de minorias, influenciou bastante no surgimento da Música Brasileira.   O samba onde muito estudiosos da musica dizem que surgiu no Rio de Janeiro, mas na verdade surgiu na Bahia, cidade considerada a Roma Negra.     No começo do século XX, Tia Ciata , famosa baiana e ex escrava , na cidade do Rio de Janeiro ,reunia   grandes nomes como Donga , Pixiguinha e João da Baiana faziam batuques, mas infelizmente esses batuques era interrompidos pela policia , e os músicos tinha que fingir que estavam fazendo   culto religioso.   Um das influencias da umbanda, foi o surgimento dos afros sambas, encabeçado por Baden Powell e o poeta Vinicius de Moraes. Vinic...

Padre Fábio de Melo ironiza 'macumba' durante sermão e depois se desculpa

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  Sermão ocorreu em missa no interior de SP no início de abril. Em nota, padre pediu 'perdão aos que se sentiram ofendidos.' Por Poliana Casemiro, G1 Vale do Paraíba e Região O padre  Fábio de Melo , um dos nomes mais conhecidos da Igreja Católica no Brasil, disse durante uma cerimônia religiosa que comeria o alimento colocado em um despacho, que é um ritual comum nas religiões de matrizes africanas. "Com todo respeito a quem faz macumba, pode fazer, pode deixar na porta da minha casa que, se estiver fresco, a gente come”, disse o religioso, durante uma celebração em 8 de abril na comunidade católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). (veja no vídeo acima) O sermão foi gravado e disponibilizado no canal oficial da Canção Nova no Youtube, e contabilizava 177 mil visualizações na manhã desta quinta-feira (10). Logo após a fala de Melo, o vídeo mostra pessoas que acompanhavam a cerimônia rindo. Procurado pelo G1, o padre disse em nota que sempre manif...

A MACUMBA CARIOCA E A CABULA - A REAL ORIGEM DA UMBANDA

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Resolveu-se trazer esse artigo do Prof. Dr. Valdeli Carvalho da Costa, originalmente publicado na Revista Síntese (da Faculdade Jesuítica de Belo Horizonte, no terceiro quadrimestre de 1987), para que os estudiosos das religiões afro-brasileiras tivessem um interessante material de estudo, no qual se pode ver as semelhanças que existem entre a Cabula, Macumba, Umbanda e Quimbanda. O autor foi professor do departamento de teologia da PUC-RJ e defendeu sua tese de doutorado em Roma, em 1981, intitulada “Umbanda – Os Seres Superiores e os Orixás/Santos”. Por se tratar de uma revista editada em 1987 ela não está disponível para acesso em seu sítio de Internet.   O artigo trata do culto de origem banto-angolana denominado Cabula que floresceu em fins do século passado na área do Estado do Espírito Santo (Brasil) e foi descrito pela primeira vez pelo Bispo de Vitória Dom João Batista Corrêa Nery. Fundando-se em Nery e em outras fontes até agora não exploradas, o autor analisa minucio...